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A plástica e o bullying

Smiling human child hand listening deaf ear gossip

Publicado no dia 29 de abril de 2017 no jornal “Estado de Minas”

Publicado no dia 03 de maio de 2017 no jornal “Hoje em Dia”

O cenário é bastante conhecido: na escola, a criança é vítima de outros colegas por não se encaixar em determinados padrões de estética e comportamento. Com isso, começa a criar reações de defesa, que muitas vezes podem se desenvolver em complicações psicológicas mais graves, prejudicando seu convívio social. Esse tipo de atitude parece atravessar, de forma mais ou menos intensa, a vida de praticamente todos os estudantes, uma vez que, como muitos de nós sabemos de nossa própria vivência estudantil, a realidade de violência verbal e física entre crianças e adolescentes é algo provavelmente tão antigo quanto a própria noção de escola. O que não significa que deve ser ignorada. Casos de bullying merecem atenção especial de pais, educadores e profissionais da saúde, pois, para muitos jovens, representa um risco ao bem-estar físico e emocional. Inclusive, a participação em jogos, como o Baleia Azul, pode ter origem na baixa autoestima, em um caso de bullying na escola ou em desentendimentos familiares. No ramo da cirurgia plástica, é muito comum que o bullying esteja associado a certas condições do corpo, como as chamadas “orelhas de abano”; presença destacada de mama masculina; seios muito grandes e obesidade. Jovens que possuem tais características frequentemente sofrem chacotas, humilhações e agressões dos colegas, o que prejudica significativamente sua autoestima. As consequências disso vão desde a queda no desempenho escolar até o desenvolvimento, em situações mais extremas, de um quadro grave de depressão. Nesse sentido, a cirurgia plástica age corrigindo ou melhorando a condição insatisfatória, tendo em vista o bem-estar físico e social do paciente. Sua ação está relacionada a fins estéticos, mas também contribui com outras dimensões da saúde, especialmente no que tange à relação de aceitação do indivíduo consigo mesmo. Por outro lado, é importante reconhecer que a cirurgia plástica sozinha não é capaz de simplesmente “eliminar” o bullying da vida de uma pessoa. Em muitos casos, é necessário também um acompanhamento de outros médicos e profissionais para que o paciente volte a se sentir bem consigo mesmo e diante dos outros, o que configura nosso principal objetivo. Isso vale principalmente para adolescência, que, como sabemos, é um período da vida delicado, no qual os jovens costumam buscar a aprovação dos colegas para se sentirem aceitos em determinados grupos. Logo, independentemente do momento da vida em que se busca a cirurgia plástica, o paciente deve ter em mente que não se deve fazer qualquer procedimento pelos outros, mas por si mesmo. Só assim a cirurgia terá resultado realmente satisfatório, contribuindo efetivamente para melhorar a qualidade de vida do indivíduo.